José Cruz/Agência Brasil

Ibaneis Rocha abandona ambições políticas após polêmicas envolvendo o Master e irregularidades no Banco Regional de Brasília (BRB). O ex-governador do Distrito Federal desistiu formalmente da sua pré-candidatura à disputa pela eleição para o Senado em 2026, citando a necessidade de “descansar” após seus cargos públicos.

A decisão surpresa foi anunciada nesta quarta-feira (8) e ocorre poucos dias depois que Ibaneis Rocha se apresentava como um dos principais nomes da corrida pelo legislativo local. Ele renunciou à Governadoria do Distrito Federal em março deste ano, impulsionado por uma ambição política clara para retornar ao cenário nacional. O político ascendeu ao poder em 2018 com vitória expressiva nas eleições distritais, consolidando-se na liderança e sendo reeleito em 2022.

Contudo, a motivação real para o abandono da candidatura permanece nebulosa. Segundo informações obtidas pela Revista Oeste, Ibaneis Rocha demonstrava uma postura agressivamente promocional em suas redes sociais, relembrando ações de sua gestão pública – um comportamento esperado de candidatos políticos. Essa persistência se intensificou no contexto das controvérsias envolvendo a compra do Master pelo BRB e outras operações financeiras questionáveis que o envolveram como governador.

A saga do “Master”, uma operação bilionária da época, transformou-se em um caso emblemático de possível fraude contra o mercado financeiro nacional. A tentativa maluca de adquirir ativos financeiros através do Banco Regional de Brasília gerando perdas significativas para a instituição e colocando em risco os recursos dos pagadores de impostos distritais. A operação culminada com o cancelamento, pelo Banco Central (BC), da transação. Daniel Vorcaro, ex-dono do Master, permanece preso na Papudinha, enquanto Paulo Henrique Costa, antigo presidente do BRB, também está sob custódia em Brasília e rejeitou um pedido de delação premiada pela Procuradoria Geral da República. Os R$ 30 bilhões investidos pelo Banco Regional no “Master” sem lastro representam um desastre financeiro para o Distrito Federal, agravado pelas perdas acumuladas que chegaram a quase R$9 bilhões confirmados pelos próprios gestores do banco público e pela Revista Oeste em sua reportagem.

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