O senador Romário enfrenta uma nova e preocupante decisão judicial, envolvendo a penhora dos valores que ele recebia da CazéTV como comentarista na Copa do Mundo de 2026. Segundo informações divulgadas pela O Antagonista, o petista se vê agora com um débito astronômico estimado em R$32,4 milhões, decorrente de uma ação movida por Koncretize Projetos e Obras Ltda., evidenciando a persistência de problemas financeiros que precisam ser devidamente esclarecidos.
O imbróglio iniciado após o fechamento do bar onde Romário era sócio – envolvendo a disputa pela remoção de elevadores de veículos em 2011 – culminou na assinação de um termo de confissão de dívida e, posteriormente, no aumento significativo da quantia devido à inclusão de encargos, juros e correção monetária. A Justiça determinando que a CazéTV apresente todos os contratos firmados com o ex-jogador demonstra uma busca por transparência, mas também levanta questionamentos sobre as negociações envolvendo recursos públicos e privados nesse caso específico.
A decisão judicial destaca um ponto crucial: a possibilidade de penhora dos salários do senador, mesmo diante da sua declaração pública de que renunciaria ao recebimento durante o período em que acompanharia a Copa do Mundo. Como apurou a O Antagonista, essa medida reacende debates sobre a impenhorabilidade de verbas parlamentares e como ela pode ser interpretada pela Justiça – um tema já controverso desde 2021 envolvendo uma indenização por difamação contra o ex-presidente da CBF Marco Polo Del Nero.
A situação do senador Romário, com os riscos de penhora crescente dos seus rendimentos salariais, serve como alerta para a necessidade de rigor na gestão pública e no controle das contas federais, especialmente quando envolvem figuras públicas em cargos que demandam responsabilidade fiscal. A busca por soluções nesse caso pode abrir um precedente importante sobre o direito à liberdade econômica do cidadão versus as obrigações financeiras impostas ao servidor público e aos parlamentares.









