O ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, encontra uma nova via após a pressão das investigações da Polícia Federal, agora com o Partido Liberal (PL). O petista receberá um salário bruto de R$ 38 mil mensais – R$ 27,8 mil líquidos – após desistir da disputa pela vaga no Senado Federal.
O acordo foi firmado diretamente com Valdemar Costa Neto, presidente do PL, utilizando o Fundo Partidário, que garantiu ao partido o direito de movimentar R$ 192 milhões no ano passado. De acordo com a O Antagonista, o objetivo é que Castro utilize o dinheiro para financiar seu novo escritório de advocacia. A iniciativa surge em um momento de intensas investigações que o envolvem.
Como apurou a O Antagonista, a Polícia Federal já realizou duas operações com apreensão de dispositivos eletrônicos. No dia 15, uma ação autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, visava a empresa Refit, do empresário Ricardo Magro. A segunda operação, no dia 26, com a aprovação do ministro André Mendonça, investigava o Banco Master, resultando na apreensão de mais dois aparelhos.
Para garantir sua estabilidade financeira, Castro vendeu um apartamento no Itanhangá, declarado ao TSE em 2022 por R$ 150 mil, e recebeu R$ 142 mil do governo estadual referente a férias não gozadas durante seus seis anos como governador do estado do Rio de Janeiro. A situação expõe a complexidade das investigações que o envolvem e a busca por fontes de renda alternativas.









