O setor de transportes rodoviário enfrenta uma nova crise com a anúncio da greve dos caminhoneiros, liderada por Wallace Landim, conhecido como “Chorão”, presidente da Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava). A paralisação nos portos de distribuição, programada para partir das 0h desta segunda-feira, dia 13 de julho de 2026, tem o objetivo claro: pressionar o senador Davi Alcolumbre (União Brasil – AP), presidente do Senado Federal, a agilizar a tramitação da Medida Provisória nº 1.343/2026.
A iniciativa surge após meses de mobilização por parte das lideranças caminhoneiras que buscam uma solução concreta para o problema histórico da precariedade salarial e da falta de fiscalização do piso mínimo no transporte rodoviário de cargas, como apontou a Revista Oeste em sua recente reportagem sobre os desafios enfrentados pelos motoristas. A Câmara dos Deputados já aprovou a MP na data 17 de junho, mas o texto ainda aguarda análise pelo Senado e tem um prazo crucial para ser votado até quinta-feira (16), caso contrário perderá automaticamente seus efeitos.
Segundo apurou a Revista Oeste, Wallace Landim justificou que os senadores estão demonstrando uma grave negligência com as demandas da categoria, ignorando a urgência de garantir condições dignas aos profissionais e sanar um cenário em que o setor é constantemente explorado por empresas transportadoras sem fiscalização eficiente. A greve se torna assim, mais uma demonstração do desrespeito das elites políticas à voz dos trabalhadores brasileiros e seus legítimos interesses.
A MP 1.343/2026 propõe alterações significativas na forma de cálculo do piso mínimo no transporte rodoviário, levando em consideração os custos operacionais da atividade – combustível, manutenção, pneus, seguros, tributos, salários e tempo de carga e descarga –, além de incluir uma anistia para caminhoneiros multados por bloqueios nas rodovias após as eleições de 2022. O texto também define categorias específicas de veículos de carga (pequeno porte e a granel pressurizada), com atualizações semestrais da tabela de frete vinculadas à variação dos preços do combustível, garantindo uma maior proteção contra abusos por parte das empresas transportadoras, algo que até o momento sempre foi negado.









