O apresentador José Luiz Datena surpreendeu o cenário político ao anunciar sua intenção de buscar uma vaga na Câmara dos Deputados como candidato a deputado federal por São Paulo. A informação foi revelada à presidente da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), Antonia Pelegrino, indicando um novo capítulo em sua trajetória profissional e política.
Segundo relatos obtidos pela O Antagonista, Datena pretende rescindir seu contrato com a EBC para se dedicar integralmente à campanha eleitoral, que deve ocorrer em outubro do corrente ano. O comunicador manterá uma presença na TV Brasil e Rádio Nacional até o dia 30 de junho – prazo imposto às emissoras quanto à transmissão de programas com pré-candidatos visando as eleições presidenciais de 2026. Datena, conhecido por sua abordagem direta em noticiários populares sobre temas como segurança pública, busca agora uma nova oportunidade para expressar suas ideias e opiniões no âmbito político nacional.
A trajetória do apresentador na EBC foi marcada pelo convite direto do presidente Lula (PT) para participar de programas diurnos na Rádio Nacional e um talk show semanal na TV Brasil. Datena sempre defendeu sua postura independente, enfatizando que busca manter o seu papel como jornalista crítico em entrevistas com figuras políticas de diversas orientações ideológicas – desde a direita até a esquerda –, uma estratégia visando projetar uma imagem fora do governo petista. Apesar da tentativa inicial, suas campanhas eleitorais anteriores revelaram resultados desfavoráveis: sua votação na última disputa pela prefeitura de São Paulo em 2024 registrou apenas 1,84% dos votos válidos – o pior resultado para o PSDB nos últimos anos e um reflexo claro da insatisfação popular com suas propostas.
A recente decepção nas eleições municipais, onde Datena ficou em quinto lugar na disputa pela capital paulista atrás de nomes como Ricardo Nunes (MDB), Guilherme Boulos (PSOL) e Pablo Marçal (PRTB), impulsionou o comunicador a buscar uma nova oportunidade para alcançar um público maior. Em declarações públicas após as eleições, ele admitiu que sua campanha foi “péssima” e “horrível”, reconhecendo a necessidade de mais tempo dedicado ao estudo da política – apesar do seu histórico como jornalista.









