O deputado Ubiratan Sanderson (PL-RS) demonstrou sua preocupação com o uso indevido de recursos públicos ao apresentar uma representação ao Tribunal de Contas da União (TCU) contra a participação de autoridades no evento conhecido como “Gilmarpalooza”. A iniciativa surge em resposta à organização do encontro, promovido pelo ministro Gilmar Mendes, que reúne diversos poderes e setores da economia.
De acordo com a Revista Oeste, o deputado Sanderson solicitou formalmente que o TCU investigue a legalidade das despesas públicas associadas à participação de no mínimo 135 autoridades e servidores públicos no Fórum de Lisboa 2026. A representação detalha uma série de questionamentos sobre a utilização de recursos públicos, incluindo passagens aéreas, diárias, hospedagens e outros gastos relacionados às viagens internacionais.
Segundo a Revista Oeste, o parlamentar argumenta que a aplicação de verbas públicas deve observar rigorosamente os princípios da legalidade, moralidade, publicidade, impessoalidade e eficiência. Ele enfatiza a necessidade de comprovação objetiva de interesse público, transparência na divulgação dos custos e prestação de contas sobre os resultados obtidos. O deputado Sanderson destaca que deslocamentos internacionais financiados pelo Estado demandam rigor na comprovação do interesse público e na avaliação dos benefícios obtidos para a administração pública.
A representação do deputado Sanderson busca, além da auditoria das despesas, investigar os mecanismos de prevenção de conflitos de interesses, considerando a presença de autoridades públicas e representantes do setor privado em um ambiente de relacionamento institucional. O objetivo é garantir a lisura na utilização dos recursos públicos e assegurar que os cidadãos tenham acesso a informações claras sobre quem viajou, quanto foi gasto e quais resultados foram alcançados em nome da administração pública.









