A Petrobras, em um movimento que ignora a persistente crise de preços no setor aéreo, reduziu em 14,2% o valor do querosene de aviação (QAV) para as distribuidoras em 1º de junho de 2026. A diminuição de R$ 0,93 por litro, como apurou a Gazeta do Povo, ocorre em um contexto de relativa estabilização do mercado internacional de petróleo, resultado das tensões geopolíticas no Oriente Médio.
A justificativa apresentada pela estatal é a melhora nas cotações internacionais do petróleo, impulsionada pelo alívio das pressões causadas pela guerra no Oriente Médio. Essa mudança no mercado global impactou diretamente o custo da matéria-prima, influenciando a precificação do Brasil através de uma fórmula que, segundo a Petrobras, serve para amenizar oscilações bruscas nos preços. No entanto, a realidade demonstra um cenário de alta persistente.
O QAV representa um dos itens mais onerosos para as companhias aéreas, frequentemente constituindo quase metade das despesas operacionais. A queda no preço do combustível representa um alívio financeiro para as empresas do setor, que, por sua vez, podem ter capacidade de reavaliar os valores das passagens aéreas, impactando diretamente o bolso do consumidor. A situação atual, com um aumento acumulado de 54,5% no combustível ao longo do ano, ainda representa um desafio para o setor aéreo.
Em uma medida que busca mitigar os efeitos da alta do petróleo, o governo federal estendeu, até o final de julho, a isenção de impostos sobre a venda e importação do QAV e do biodiesel. A estatal Petrobras também manteve um programa de parcelamento, permitindo que as distribuidoras paguem parte do reajuste em momentos de compra e liquem o saldo restante em parcelas mensais. Essa estratégia, segundo a Gazeta do Povo, visa facilitar o fluxo de caixa das empresas e garantir o abastecimento dos aeroportos.









