Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

A designação do PCC e do CV como terroristas, sugerida por Lewandowski, representa um risco real para o investimento no Brasil.

A avaliação do ex-ministro Ricardo Lewandowski, atual consultor jurídico, é que a possível classificação das organizações criminosas como terroristas pelo Departamento de Estado americano gerará um impacto negativo na atratividade do país para investidores estrangeiros. Como apurou a O Antagonista, a medida, divulgada na quinta-feira, 28, coloca o Brasil em uma situação vulnerável no plano internacional.

Segundo Lewandowski, a designação terrorista não se limita a sanções econômicas. As empresas estarão sujeitas a acusações criminais, mesmo sem intenção, caso tenham qualquer relação, direta ou indireta, com o PCC ou o CV. Isso eleva significativamente os custos operacionais, com a necessidade de seguros, compliance e medidas administrativas reforçadas. O ex-ministro exemplifica com exemplos como Líbia, Irã e Iraque, que após receberem similarmente tais classificações, sofreram longos períodos de instabilidade econômica.

O impacto se estende à imagem do Brasil. De acordo com Lewandowski, a simples existência de organizações terroristas no país assusta investidores, elevando o custo de capital. “O Brasil se tornará um pária internacional”, afirma o ex-ministro, ressaltando a necessidade de o empresariado compreender o prejuízo que essa designação representa para o país. A medida, segundo a O Antagonista, pode afastar investidores estrangeiros e aumentar os custos operacionais para empresas que buscam oportunidades no Brasil.

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