O ministro da Fazenda, Dario Durigan, intensificou o contato com autoridades americanas em resposta à recente designação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas internacionais, medida que, segundo ele, acarreta riscos concretos para a economia brasileira.
Segundo a Revista Oeste, Durigan iniciará uma série de conversas com representantes do governo dos EUA ao longo desta semana, buscando compreender os detalhes da aplicação da classificação e seus potenciais impactos. O ministro manifestou preocupação com a possibilidade de sanções financeiras contra bancos nacionais, um cenário que poderia comprometer o funcionamento do sistema Pix, sistema de pagamentos amplamente utilizado no Brasil.
Em declarações à CBN, Durigan demonstrou ceticismo em relação aos critérios utilizados pelos Estados Unidos para justificar a ação, ressaltando que a designação do PCC e do CV não envolve ataques diretos aos interesses norte-americanos ou ameaças à sua soberania. “É uma forçação de barra”, afirmou o ministro, criticando a utilização de critérios subjetivos para fins políticos.
A situação se agrava com a iminência de uma nova investigação comercial contra o Brasil, a chamada Seção 301, que poderá resultar em novas sanções americanas ainda em junho. Durigan questiona a natureza política da investigação, argumentando que as esclarecimentos já fornecidos ao governo norte-americano foram ignorados. O ministro ressalta que a ação dos Estados Unidos não se justifica pela atuação das facções criminosas no Brasil, mas sim por motivações políticas internas.









