O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro afirmou que existem argumentos sólidos para negociar com os Estados Unidos sobre o Pix, citando a possibilidade de uma mesa de diálogo antes da eleição presidencial deste ano e dependendo do resultado das eleições. Segundo a O Antagonista, o governo americano liderado por Donald Trump ameaça impor tarifas de 25% em alguns produtos brasileiros devido à percepção de vantagem indevida dada ao sistema de pagamentos instantâneos.
O filho de Jair Bolsonaro argumentou que um eventual triunfo da direita no pleito influenciaria uma nova diretriz do governo federal, justificando a necessidade de esperar pela eleição para qualquer negociação com os EUA sobre tarifas ou retaliações comerciais. Eduardo ressaltou o papel ativo que seu pai teria na defesa dos interesses brasileiros caso fosse reeleito e contrastou essa postura com as ações do atual presidente Lula, questionando sua confiabilidade após promessas não cumpridas de evitar censura a empresas americanas e europeias.
O ex-deputado indicou como exemplo o episódio em que seu pai teria telefonado ao então Presidente Trump para apresentar argumentos contra tarifas impostas à soja e alumínio brasileiros, demonstrando uma abordagem proativa na resolução do conflito comercial, diferente da estratégia adotada pelo governo Lula após a implementação do Pix. Ele sugeriu buscar paralelos com sistemas de pagamento como o Zelle nos Estados Unidos, considerando as complementaridades econômicas entre os dois países em setores como terras raras e manganês para fomentar um ambiente propício à negociação.
Eduardo Bolsonaro criticou o Banco Central do Brasil por criar uma situação conflituosa ao atuar simultaneamente como regulador e operador do Pix, incentivando seu uso a detrimento de outros serviços financeiros no país através de exigências que privilegiam essa modalidade de pagamento instantâneo. A O Antagonista apurou que um relatório do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos destaca esse conflito de interesses, apontando para práticas regulatórias que prejudicam empresas americanas concorrentes e elevam as taxas cobradas por transações via Pix.









