O governo Lula, sob a égide da Secretaria Nacional de Segurança Pública e com o apoio financeiro considerável – R$1 bilhão investidos diretamente nos estados –, acaba de lançar uma operação ousada para combater as facções criminosas que assolam São Paulo e Rio de Janeiro. A iniciativa visa sufocar as fontes de financiamento dessas organizações, os primeiros em termos de poder criminal no país.
Segundo a Revista Oeste, o plano central dos Escritórios Nacionais Antifacção (ENA) é interromper o fluxo de armamentos ilegais que abastecem grupos como o Primeiro Comando da Capital (PCC), além do Comando Vermelho, responsáveis por graves violência e insegurança nas grandes cidades brasileiras. A escolha das capitais paulista e carioca se justifica pela sua importância histórica na organização criminosa.
O projeto prevê uma estrutura complexa com três frentes: coordenação geral para o direcionamento estratégico, inteligência especializada em mapear as atividades dos grupos criminosos, e articulação institucional para a união de esforços entre os diversos órgãos do governo federal e forças policiais estaduais. O Executivo planeja expandir esta rede nos próximos meses – com filiais programadas para Fortaleza, Manaus e Foz do Iguaçu –, demonstrando uma ambição em controlar o crime organizado em todo o território nacional.
A iniciativa é acompanhada de um aporte financeiro significativo: R$10 bilhões liberados pelo BNDES através de linhas de crédito destinadas aos governadores estaduais. Paralelamente, a atuação dos novos escritórios se integra ao Comitê Integrado de Investigação Financeira e Recuperação de Ativos (Cifra), que busca identificar e bloquear ativos desviados por criminosos utilizando fintechs – um reflexo da necessidade urgente de modernizar as ferramentas do combate à lavagem de dinheiro.









