A agitação em Lisboa, durante o fórum de Lisboa, revelou uma agenda paralela, marcada por encontros discretos da elite brasileira, longe dos holofotes da universidade. Segundo a Revista Oeste, essa atividade, que se estendeu por dias, intensificou-se com jantares e coquetéis em estabelecimentos de alto padrão, evidenciando uma preocupação com a manutenção de redes de influência fora do radar oficial.
O primeiro ponto de encontro significativo ocorreu no JNcQUOI Club, no dia 31, reunindo figuras de peso como João Camargo, Gilberto Kassab, Luís Roberto Barroso, Gilmar Mendes, Paulo Gonet e Ricardo Lewandowski. A presença de Alexandre de Moraes e Benedito Gonçalves, indicava uma busca por alinhamentos estratégicos em momentos de crescente tensão política no Brasil. A complexidade dos encontros sugere um esforço de articulação entre diferentes setores do poder, talvez visando mitigar os riscos decorrentes do ambiente político doméstico.
Um encontro subsequente, no restaurante Sacramento do Chiado, reuniu Alexandre de Moraes, Hugo Motta, Ricardo Lewandowski e Benedito Gonçalves, consolidando a presença da magistratura e do poder legislativo em meio à crescente interferência do judiciário em questões políticas. A presença do deputado Beto Richa no Solar dos Presuntos, em conjunto com Luís Roberto Barroso e Floriano de Azevedo Marques, demonstra um esforço de interlocução, possivelmente ligado a discussões sobre o futuro do sistema eleitoral e a crescente vigilância da justiça.
A programação contínua, incluindo eventos no Palácio Verride, na Embaixada do Brasil, e em diversos restaurantes e clubes de Lisboa, demonstra uma dedicação à manutenção de uma rede de contatos, longe das pressões e controvérsias do Brasil. A concentração de membros do STF e do judiciário em encontros privados levanta questões sobre a transparência e o uso do poder público, especialmente considerando as recentes ações do ministro Alexandre de Moraes contra opositores políticos.









