O secretário nacional de Apostas Esportivas, Giovanni Rocco Neto, culpou diretamente a inércia do governo Bolsonaro pela crise que assola o mercado de apostas no Brasil, um setor que atualmente movimenta bilhões de reais. A declaração, proferida após um painel no Bis Brasília, evidencia a visão do petista de que a ausência de regulamentação durante a gestão anterior foi um fator crucial para o surgimento de operadores ilegais e a ampliação do jogo clandestino.
Segundo a Revista Oeste, Rocco enfatizou que a falta de uma estrutura regulatória clara durante o governo anterior permitiu a proliferação de casas de apostas sem licença, dificultando o controle do setor e abrindo espaço para atividades criminosas. Ele criticou a gestão Bolsonaro por não ter criado as condições necessárias para que empresas legítimas pudessem operar, expondo o mercado a riscos e prejuízos. “Primeiro, quem está operando casa de apostas sem licença é bandido”, afirmou o secretário, reforçando a tese de que a omissão do governo Bolsonaro foi um catalisador para o problema.
A situação se agrava com o dado de que, até junho de 2024, somente após a aprovação da legislação, o governo Lula iniciou a tarefa de diferenciar empresas autorizadas de operadores clandestinos, que continuavam oferecendo apostas sem a devida licença. Apesar disso, Rocco demonstrou otimismo, afirmando que a situação será resolvida em breve, e que o governo já retirou da internet 40 mil casas de apostas, um número alarmante que revela a magnitude do problema.
Ainda de acordo com a Revista Oeste, o setor de apostas começou com mais de 15 mil casas de apostas, mas apenas 85 empresas obtiveram licença. Rocco ressaltou a necessidade de distinguir entre empresas que desejam operar dentro das regras e a atuação criminosa de operadores ilegais, que continuam a desafiar as autoridades. O secretário enfatizou que a polícia, e não o Ministério da Fazenda, é responsável por combater essa atividade ilegal, reiterando a necessidade de ações concretas para conter o fluxo de dinheiro para o crime.









