Reprodução/Pixabay

Mais que trezentas empresas manifestaram sua indignação com a tentativa americana de impor uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros. A resposta à proposta do governo Trump foi massiva e demonstra o estrago potencial dessa medida para a economia nacional.

Segundo a Revista Oeste, o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) registrou um total de 335 manifestações – incluindo as de empresas norte-americanas –, além das 30 contribuições individuais recebidas. Entre os signatários da contestação está Flávio Bolsonaro (PL), demonstrando a amplitude preocupada com o impacto dessa tarifa imposta.

A consulta pública, aberta sob a justificativa da Seção 301 do comércio americano, visa investigar as políticas brasileiras em diversas áreas – incluindo questões de desmatamento e combate à corrupção –, que o governo Trump alega serem prejudiciais ao mercado norte-americano. No entanto, especialistas apontam que a tarifa é uma medida protecionista sem lastro sólido na realidade das práticas comerciais entre os dois países.

A lista de empresas que se opõem à cobrança inclui gigantes como Coca-Cola, Tesla, Nestlé e eBay, além de grandes nomes da indústria brasileira: JBS, Suzano, Klabin, WEG e Tramontina. O setor agropecuário também expressou forte oposição, com a participação de Archer Daniels Midland e Louis Dreyfus Company, refletindo as preocupações do agronegócio brasileiro – um dos pilares da economia nacional –, que teme uma queda na competitividade no mercado americano.

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