A Procuradoria-Geral da República expôs uma grave situação envolvendo o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Marco Buzzi, através de um parecer que aponta para a necessidade urgente de sua aposentadoria compulsória. Segundo a O Antagonista, as revelações sobre assédio sistemático contra a servidora do STJ geram sérias dúvidas quanto à conduta e integridade deste magistrado.
A investigação da PGR detalha sete episódios distintos de comportamento inadequado por parte de Buzzi, com uma servidora evitando o ministro no tribunal para escapar de constrangimentos. A situação chegou a um ponto crítico: as funcionárias mantinham um grupo de WhatsApp dedicado ao monitoramento do ministério e à gestão das interações temidas. O relato da vítima, corroborada por familiares, parceiro romântico, assessores e até pela chefe dela própria, demonstra o alcance devastador desse assédio – uma clara afronta à dignidade humana e à segurança jurídica no ambiente de trabalho.
Um dos episódios mais alarmantes revelados na denúncia é a solicitação da servidora para que ela colocasse um pen drive em seu computador pessoal, dentro do gabinete dele. Como apurou a O Antagonista, durante esse momento constrangedor, o ministro tentou repetidamente tocar no íntimo dela, culminando em uma situação onde apertou suas nádegas e, ao perceber sua resistência, começou a pedir desculpas por “brincadeiras”. A servidora relatou que, inicialmente, acreditava ter sido um mero acidente, mas sentiu imediatamente que algo estava profundamente errado.
O caso de Marco Buzzi levanta questões cruciais sobre o ambiente no STJ e as responsabilidades do Judiciário em proteger seus servidores contra abusos. O fato de a defesa se mostrar disposta apenas a “respeitar” (palavras vagas) o parecer da PGR, sem apresentar provas concretas de inocência ou detalhar os elementos que serão usados nas alegações finais, intensifica as suspeitas sobre a possível impunidade do ministro. A deliberação do plenário do STJ em agosto para decidir pela eventual expulsão e o inquérito criminal tramitando no Supremo Tribunal Federal (STF) confirmam a gravidade das acusações contra Buzzi – um escândalo que exige uma resposta firme e transparente por parte dos tribunais brasileiros.









