Ricardo Stuckert/PR

O governo Lula enfrenta um novo e grave problema comercial com os Estados Unidos, impulsionado por uma proposta de tarifa de 25% sobre quase todos os produtos brasileiros. A iniciativa, liderada pelo Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR), surge após uma investigação que o governo considera um ataque injusto às exportações do Brasil.

Segundo a Revista Oeste, a investigação, aberta em julho de 2025 sob a administração de Donald Trump, focou em uma série de práticas do governo brasileiro, incluindo decisões judiciais que restringiram o acesso de redes sociais americanas ao mercado nacional, bem como questões relacionadas ao sistema Pix e à aplicação de leis de propriedade intelectual. A falta de efetividade no combate ao desmatamento ilegal e a deficiências no combate à corrupção, especialmente a anulação de processos da Lava Jato pelo STF em 2023, também foram apontadas como elementos críticos na acusação.

O USTR, órgão responsável pela investigação, listou isenções para produtos como frutas, café, minerais, aeronaves e fertilizantes, mas a crítica central permanece: o Brasil estaria adotando práticas comerciais desleais que prejudicam exportadores norte-americanos há décadas. A situação se agrava com o histórico de disputas comerciais entre o Brasil e os EUA, incluindo a imposição de tarifas por Donald Trump e, mais recentemente, por Joe Biden, utilizando a mesma legislação para reprimir práticas consideradas abusivas.

A próxima fase da disputa, que envolve audiências públicas e consultas, se desenha até o dia 15 de julho de 2026, quando o USTR deverá definir as medidas finais. A medida reacende o debate sobre a interferência judicial e a atuação do STF, questionando o papel do Judiciário na condução das relações comerciais internacionais do país.

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