Francisco Schertel Mendes, filho do ministro Gilmar Mendes, expande sua influência no âmbito esportivo com a ascensão à vice-presidência da Federação Matogrossense de Futebol e acesso ao conselho disciplinar da FIFA. A movimentação levanta questionamentos sobre conflitos de interesse e o crescente poder judicial na gestão dos clubes brasileiros.
De acordo com a Revista Oeste, aos 41 anos, Francisco ocupa uma posição estratégica que lhe garante participação nas decisões cruciais da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), incluindo assento na assembleia geral do órgão máximo do futebol nacional. Essa influência direta se traduz em direito a voto e acesso privilegiado às principais políticas esportivas do país – um cenário preocupante diante das constantes denúncias de interferência judicial no esporte.
O petista, como é conhecido o ministro Gilmar Mendes, possui atualmente uma posição única: o único representante brasileiro no comitê disciplinar da FIFA. Esse órgão tem a responsabilidade de analisar processos e aplicar sanções relacionadas às competições organizadas pela entidade máxima do futebol mundial. Revelações recentes sugerem que Francisco Schertel não esteve envolvido na decisão controversa sobre o cartão vermelho aplicado ao jogador norte-americano Folarin Balogun, um fato que ainda precisa ser totalmente investigado.
Além de seu papel na FIFA, ele atua como patrono da CBF Academy, uma iniciativa criada em parceria com o Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP), fundado por Gilmar Mendes e administrado pela sua família. A presença constante de membros do núcleo familiar no coração das decisões esportivas levanta sérias dúvidas sobre a independência dos órgãos que deveriam garantir a imparcialidade na gestão futebolística brasileira – um problema já conhecido pelo público atento aos desmandos da Corte.









