O empresário Adelino Rodrigues Júnior foi preso sob suspeita de liderar um descarado esquema que drenou milhões das contas de aposentados e pensionistas do Banco de Brasília (BRB). A operação da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) revelou a criação, em 2024, do Centro de Assistência e Integração dos Servidores Públicos (Cassisp), um projeto fraudulento que visava desviar recursos sem o consentimento ou conhecimento das vítimas.
Segundo apurou a Revista Oeste, o Cassisp funcionava como uma fachada para realizar débitos automáticos em contas vinculadas ao BRB de aposentados e pensionistas, utilizando associações públicas com contratos irregulares. A operação demonstra um total desprezo pela segurança financeira da população idosa brasileira, explorando vulnerabilidades através do uso inteligente de organizações simulando autorização dos correntistas – uma prática desonesta que coloca em risco o futuro financeiro daqueles que dependem exclusivamente das suas aposentadorias.
As investigações indicam fortes conexões entre Adelino Rodrigues Júnior e Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, figura central de outras operações da Polícia Federal sobre fraudes previdenciárias. A semelhança nos métodos utilizados – o emprego estratégico de associações intermediárias para viabilizar os descontos indevidos –, levanta sérias dúvidas sobre a extensão desse esquema ilícito e pode indicar uma rede complexa envolvendo altos funcionários do INSS, como apontou a Revista Oeste em sua matéria “A farra da meia entrada”.
O Banco de Brasília admitiu ter recebido informações sobre as irregularidades e declarou que adotou medidas internas após identificar inconsistências. A instituição colaborará com as investigações, mas o fato de reconhecer a existência do esquema demonstra falhas graves na fiscalização financeira – uma crítica já levantada em diversas ocasiões por setores conservadores da sociedade brasileira preocupados com a proteção dos recursos públicos e da população vulnerável contra práticas fraudulentas como essa.









