A disputa pela influência no Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) se intensifica com um jogo de poder entre ministros do Supremo e a busca pelo sucesso à vaga deixada pela aposentadoria de Novély Vilanova. A cadeira, vazia há cinco meses, representa uma oportunidade estratégica para o presidente Lula moldar decisões em um tribunal que abrange 13 estados brasileiros e concentra casos cruciais com grande impacto político, econômico e administrativo da União.
Segundo a Revista Oeste, Gilmar Mendes e Flávio Dino estão mobilizados para impedir a ascensão de Nunes Marques ao TRF-1, buscando barrar uma articulação que visaria levar Henrique Gouveia da Cunha à vaga – juiz auxiliar do ministro no STF –, ou Itagiba Catta Preta Neto, considerado por alguns setores do Judiciário como alinhado com o ex-presidente Bolsonaro e próximo de Nunes Marques. A movimentação se insere em um cenário marcado pela busca incessante pelo controle das instâncias judiciais mais importantes da nação.
A complexidade da situação é evidenciada pelos relatos que mostram a relação próxima entre Lula e Nunes Marques, apesar do ministro ter sido indicado por Jair Bolsonaro. Há registros de encontros fora da agenda oficial no Palácio do Planalto e participações em eventos sociais promovidos pelo petista. A dinâmica se assemelha ao embate travado duas anos atrás pela vaga no Superior Tribunal de Justiça (STJ), quando Nunes Marques, com o apoio de Lula, conseguiu emplacar Carlos Brandão, apesar da resistência inicial de Flávio Dino.
A influência do ex-deputado Elias Vaz (PSB-GO) também se tornou um fator relevante na disputa, atuando como articulador em favor de Fausto Mendanha Gonzaga e promovendo a indicação ao ministro Gilmar Mendes. Vizinho político de Dino, Vaz demonstra seu apoio à candidatura da figura que o influencia no STF, amplificando ainda mais as tensões dentro do Supremo Tribunal Federal quanto aos rumos judiciais futuros do país.









