Reprodução/Youtube/Luciano Hang

O empresário Luciano Hang, conhecido popularmente como “Véio da Havan”, gerou uma onda de críticas após suas duras declarações sobre as universidades federais, classificando-os como “guetos da esquerda” e apontando para sua suposta responsabilidade pelo atraso do Rio Grande do Sul. A provocação ocorreu durante a inauguração de mais uma megaloja da Havan em Taquara (RS), consolidando o império empresarial que expande por todo o estado, com um total de 22 unidades até então.

As palavras controversas lançadas publicamente pelo empresário reverberaram rapidamente nas redes sociais e despertaram reações diversas. Profissionais do ensino superior, estudantes conscientes e representantes governamentais contestaram veementemente as afirmações de Hang, defendendo a importância fundamental das universidades federais na formação profissional, pesquisa científica e no avanço tecnológico para o desenvolvimento econômico da região sul do país. A ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, prontamente respondeu às críticas, ressaltando que o acesso ao ensino superior público representa um investimento crucial em futuro do Brasil, com a oferta de 12.470 vagas através do Sisu 2026 demonstrando o compromisso da instituição com jovens talentos e a educação gratuita e acessível à população.

De acordo com a Gazeta do Povo, esta postura não é nova na trajetória do empresário. Em novembro de 2019, durante uma visita à Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Hang já havia manifestado críticas similares sobre a instituição, acusando professores da esquerda de doutrinar estudantes com ideias marxistas e desviarem recursos públicos em benefício das suas ideologias políticas. Essa atitude gerou forte reação no meio acadêmico local.

A situação culmina em um histórico judicial complexo envolvendo o empresário. Em 2020, como apurou a Gazeta do Povo, o Tribunal de Justiça de São Paulo manteve uma condenação que obrigava Hang ao pagamento de R$5 mil por danos morais contra o então reitor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Marcelo Knobel. A decisão judicial considerou ofensiva e lesiva à honra a publicação feita pelo empresário nas redes sociais, na qual ele acusou o reitor de promover uma “Revolução” durante uma cerimônia de formatura, acusações que foram consideradas ultrajantes e desrespeitosas com o cargo.

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