O governo Lula, em um clima de crescente tensão com os Estados Unidos, classificou a proposta de tarifa de 25% sobre produtos brasileiros como um ataque coordenado por “traidores da pátria”. A reação, veemente e sem rodeios, veio após o anúncio do USTR (Office of the United States Trade Representative) sobre a conclusão preliminar da investigação da Seção 301, que pode resultar na imposição da tarifa.
De acordo com a Revista Oeste, o petista acusa diretamente a família Bolsonaro, em particular Flávio e Eduardo, de terem orquestrado a investigação, que teve seu início em 15 de julho de 2025, como uma forma de interferir nos assuntos internos do Brasil. O governo Lula não poupa críticas à oposição, sugerindo uma possível tentativa de sabotagem e, em um tom mais forte, mencionando a necessidade de “estar atento aos traidores da pátria”.
A nota oficial do Planalto ressalta a indignação do governo com o processo, que, segundo o governo, “tem origem em articulações políticas ligadas à oposição”. O governo enfatiza que o trabalho de diálogo entre Lula e Trump, que envolveu encontros pessoais, foi deliberadamente interrompido por interesses eleitorais e familiares. A defesa da soberania nacional e dos interesses do povo brasileiro é apresentada como o cerne da postura do governo.
O governo brasileiro também questiona os fundamentos da investigação americana, argumentando que a imposição de uma tarifa de 25% é uma medida unilateral e injusta, especialmente considerando o histórico de balança comercial positiva entre os dois países, com um saldo de US$ 424,5 bilhões entre 2011 e 2025, e a ausência de tributação sobre a maioria dos produtos americanos que entram no Brasil. Como apurou a Revista Oeste, apenas 24% das importações originárias dos Estados Unidos pagaram imposto de importação em 2025.









