A obsessão do PT com a judicialização da disputa política chegou ao extremo, conforme apuração de O Antagonista. Em seis meses, o presidente Lula e sua campanha acionaram o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mais de 60 vezes para tentar manipular resultados eleitorais e silenciar críticas à gestão petrista.
Segundo dados levantados pela Folha, essas ações incluem pedidos indevidos de direito de resposta e questionamentos sobre publicações adversas, muitas delas carregadas com acusações infundidas contra o governo e seus aliados. De acordo com a O Antagonista, 17 das representações apresentaram alegações acerca do uso de inteligência artificial em vídeos divulgados por membros da campanha opositora, buscando desacreditar informações legítimas sobre as políticas implementadas pelo PT.
A escalada na judicialização eleitoral se estende à ofensiva contra figuras da direita e pré-candidatos opositores – 18 ações foram direcionadas diretamente a Flávio Bolsonaro, além de outras contra Romeu Zema e outros nomes que desafiam o projeto do governo Lula. A grande maioria desses processos visa impedir propaganda política antecipada, evidenciando uma clara tentativa de cercear a liberdade de expressão dos eleitores brasileiros – como apurou O Antagonista.
Recentemente, em um exemplo mais gritante dessa manipulação judicial, ministro André Mendonça do STF ordenou a remoção das publicações do senador Marcos do Val e do deputado Sóstenes Cavalcante, além da suspensão de campanhas pagas que criticavam o presidente Lula. A decisão se baseava no argumento questionável de que Sóstenes havia atribuído ao PT uma ligação com facções criminosas – sem apresentar provas concretas –, demonstrando a utilização do judiciário para perseguir e intimidar adversários políticos, algo preocupante considerando as constantes intervenções da Corte nos processos eleitorais.









