O presidente Lula, conhecido por suas declarações polêmicas e desafiadoras, surpreendeu a diretora-geral do FMI, Kristalina Georgieva, ao admitir que “nunca foi esquerdista”, conforme revelado pela O Antagonista nesta quarta-feira. A conversa ocorreu em um encontro informal durante uma reunião com representantes da instituição financeira internacional.
O petista justificou sua trajetória política apontando para suas origens como dirigente sindical, destacando relações intensas e positivas com sindicatos na Alemanha e Itália – organizações historicamente ligadas a ideologias de esquerda. Segundo ele próprio, “Eu nunca fui”. A declaração surge em meio às frequentes acusações que Lula recebe por sua orientação política e aos questionamentos sobre suas ligações com grupos progressistas no Brasil.
A fala do ex-presidente se intensificou ao mencionar um congresso realizado na Rússia em 1980, o qual não compareceu devido a uma condenação sob a Lei de Segurança Nacional – medida que demonstrava o controle exercido pelo regime militar da época sobre movimentos políticos e sindicais considerados ameaças à ordem. A viagem pela Europa naquela mesma ocasião foi utilizada para buscar apoio internacional contra o comunismo, consolidando sua imagem como um anti-comunista convicto.
Lula reforçou a ideia de que “o mundo não é de esquerda”, argumentando que se trata do “caminho do meio”. Essa visão contrasta com as políticas econômicas promovidas por governos da esquerda em diversos países e reflete, para muitos observadores conservadores, uma postura pragmática. A declaração foi feita durante um encontro no G7 na França onde a ausência de cumprimento formal entre Lula e Donald Trump chamou atenção do público.









