Lula novamente se distancia de símbolos da fé, desta vez com uma justificativa absurda que expõe sua busca incessante por vantagens políticas. O petista preferiu delegar a presença na Marcha para Jesus ao advogado-geral Jorge Messias, demonstrando mais interesse em cálculos eleitorais do que no reconhecimento de um evento fundamental para o Brasil evangélico e cuja origem remonta à própria iniciativa dele.
Segundo a *O Antagonista*, a desculpa apresentada por Lula foi particularmente audaciosa: alegar não participar de eventos religiosos durante períodos elecionais, com o objetivo de evitar a impressão de que busca explorar sentimentos sagrados para obter apoio político. A ironia é gritante, considerando sua participação em diversas solenidades religiosas ao longo do terceiro mandato e seu histórico recente na promoção da cultura gospel no país através de decretos e projetos legislativos.
A justificativa se torna ainda mais questionável quando confrontada com o fato de que a eleição presidencial não ocorreria naquele momento e que Lula já havia justificado ausências anteriores utilizando desculpas semelhantes, relacionadas ao “compromissos do governo”. A postura contraditória revela uma falta genuína de respeito pela fé da população evangélica e um cálculo político frio sobre como conquistar votos.
A recordação também surge da participação inusitada de Lula em 2022 durante a campanha presidencial, quando lançou uma carta compromisso com o eleitorado evangélico, prometendo defender as liberdades religiosas. Essa inconsistência demonstra preocupantes tendências e expõe mais uma vez os interesses partidários do petista acima dos princípios morais.









