Divulgação/Governo da Ucrânia

A agressão russa contra um dos mais antigos mosteiros cristãos da Ucrânia expõe novamente o caráter destrutivo do regime de Putin e sua desconsideração total pelos valores culturais e religiosos.

Na madrugada desta segunda-feira, 15, a Catedral da Dormição, localizada na Lavra de Kiev-Pechersk – uma igreja com história que remonta ao século XI –, sofreu um ataque direto por mísseis russos. Segundo dados divulgados pelas autoridades ucranianas e confirmadas pela O Antagonista, foram lançados 70 mísseis e mais de 611 drones na ofensiva contra o território nacional. A ação resulta em pelo menos cinco mortes no norte do país – ocorrências registradas em Kharkiv –, além de 20 feridos na capital Kiev.

O ataque à Catedral da Dormição, como apurou a O Antagonista, representa um ato grave e deliberado. Os serviços de emergência conseguiram controlar as chamas que se alastraram pelo teto do templo após o impacto inicial dos mísseis russos. Paralelamente ao incêndio na catedral, forças invasoras intensificaram seus ataques contra a infraestrutura ucraniana em diversas cidades – incluindo Dnipro e regiões como Kiev, Kharkiv, Donetsk, Zaporizhzhya, Sumy e Mykolaiv –, atingindo estações ferroviárias, colégios e empresas. A ousadia do ataque demonstra as intenções expansionistas da Rússia no conflito na Ucrânia.

O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky condenou a ação como “um dos maiores crimes russos contra a cultura cristã”, reiterando a necessidade urgente de uma resposta firme por parte das potências ocidentais, especialmente o grupo G7 que se reúne em cúpula neste momento. Zelensky também buscou apoio direto do presidente americano Donald Trump, com quem conversou horas antes da agressão, enfatizando que a anexação russa da Crimeia foi um ponto de partida para todo o conflito e ressaltando o desejo ucraniano por uma paz duradoura – cenário que só se concretizará com lideranças fortes dispuestas a defender os princípios democráticos.

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