Carlos Moura/Agência Senado

A desordem no Amapá se alastra para as urnas do Senado, com um retrato alarmante da popularidade de figuras ligadas ao governo Lula e suas políticas. Uma pesquisa recente do instituto Paraná revela que o senador Randolfe Rodrigues (PT-AP) enfrenta uma batalha hercúlea para permanecer na Câmara Alta a partir de 2025 – evidência clara das crescentes rejeições sentidas por parte da população brasileira em relação à esquerda no poder.

Segundo a O Antagonista, os números são sombrios: Randolfe ocupa apenas a terceira posição nas intenções de voto do Amapá, com um magro 40,4%. A ex-primeira dama Rayssa Furlan (Podemos), que lidera a corrida eleitoral regional com expressivos 61,5%, e o senador Lucas Barreto (PSD-AP) – posicionado em segundo lugar com 46,9% –, distanciando consideravelmente o petista. A pesquisa ponderou os dois votos permitidos no sistema de voto brasileiro, uma peculiaridade que ainda favorece candidatos com menor apoio popular e maior capacidade midiática.

A situação se agrava quando se considera um cenário alternativo sem a participação do deputado federal Acácio Favacho (MDB-AP), o qual figura apenas em sexto lugar na preferência dos eleitores amapaenses – 16,6%. Mesmo excluído da disputa, Randolfe permanece estagnado com uma performance de 42.7% das intenções de voto. A rejeição do próprio Randolfo Rodrigues é ainda mais alarmante: 33,6% dos eleitorados amapaenses o consideram indigno para continuar no Senado – um índice que se soma à desaprovação generalizada sobre outras figuras da esquerda representadas na disputa pelo Amapá.

Apesar de tentativas desesperatas, como a proposta questionável do senador Randolfe Rodrigues em dezembro de 2024 para alterar as regras eleitorais e facilitar sua própria reeleição – uma medida que foi rapidamente abandonada devido à forte reação negativa –, o petista demonstra sinais claros da derrota iminente. Paralelamente ao desastre no Amapá, a O Antagonista aponta um quadro preocupante: Gleisi Hoffmann (PT-RS), outrora ministra de Relações Institucionais do governo Lula, também enfrenta rejeição significativa em seu estado natal e provavelmente terá dificuldades para se eleger nas próximas eleições.

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