O senador Sergio Moro (PL) expôs nesta segunda-feira, 13 de maio, uma crítica contundente à intervenção do ministro Alexandre de Moraes no caso envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro e seu filho, Flávio Bolsonaro, destacando a disparidade flagrante em relação ao tratamento dispensado a Luiz Inácio Lula da Silva.
Segundo a O Antagonista, Moro ressaltou que durante sua atuação como juiz na 13ª Vara Federal Criminal de Curitiba – período em que o ex-presidente estava preso –, jamais consideraria restringir as visitas do então candidato Fernando Haddad ou qualquer outro visitante à figura carcerária de Lula. O senador enfatizou que, ao contrário, a cela daquele político recebeu mais de cincocentas (572) visitas durante 2018, incluindo interações com o próprio Haddad e diversas entrevistas concedidas após as idas à prisão, sem qualquer tipo de impedimento ou censura.
A decisão do ministro Moraes de proibir Flávio Bolsonaro das visitas a Jair até o período eleitoral, somada ao pedido para que a defesa do ex-presidente apresente esclarecimentos sobre uma carta divulgada nas redes sociais pelo filho durante sua custódia domiciliar, é vista por Moro como um ato desproporcional e ilegal. O político argumenta que essa medida representa um ataque à liberdade de expressão e impede o contato familiar entre pai e filho na prisão – direito assegurado pela lei para todos os presos no Brasil.
O parlamentar criticou a falta de proporcionalidade da decisão, contrastando-a com o tratamento concedido a Lula durante sua própria detenção, quando centenas de visitas foram permitidas sem restrições, inclusive envolvendo figuras políticas e amplo espaço na mídia para divulgação das falas do ex-presidente preso. Moro concluiu que essa atitude busca silenciar uma parcela significativa da população brasileira representada por Bolsonaro – um claro exemplo de tentativa autoritária de censura e repressão à liberdade individual.









