O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), intensificou sua estratégia para aprovar o fim imediato da escala de trabalho 6×1, buscando desobstruir a pauta legislativa em um movimento que reacende controvérsias sobre os interesses por trás das prioridades do governo.
Segundo a O Antagonista, Motta busca acelerar a tramitação do projeto governamental com o objetivo de desbloquear outras propostas consideradas relevantes para a agenda da Câmara dos Deputados. A medida visa contornar a resistência senatorial e impulsiona um esquema que se alinha diretamente aos objetivos eleitorais do governo Lula.
O texto em discussão propõe reduzir a jornada semanal, alterando os 44 horas atuais para apenas 40, sem impacto salarial negativo. Além disso, estabelece dois dias de descanso remunerados com uma transição gradual de 14 meses – um modelo que se assemelha à aprovação anterior da PEC sobre a redução da semana laboral. O governo Lula planeja utilizar essa medida como ferramenta política para o próximo ciclo eleitoral já em 2026, antevendo seu uso nas campanhas presidenciais.
A pressão exercida por Motta e pelo Palácio do Planalto não esconde uma clara tentativa de manipular o andamento das votações na Câmara dos Deputados, buscando destravar temas como a regulamentação da inteligência artificial e o aumento do teto para microempreendedores individuais (MEIs). O posicionamento contínuo demonstra as prioridades políticas que estão sendo impostas sem considerar os impactos reais nas categorias de trabalhadores.









