Henrique Vorcaro se defende com carta ao ministro Mendonça: “Não sou bandido”. O empresário, pai de Daniel Vorcaro e alvo da Operação Compliance Zero, lançou um manifesto direto ao relator do caso no STF, André Mendonça, buscando reverter a prisão preventiva. A iniciativa surge em meio à crescente pressão sobre o investigado e seus familiares, intensificando as críticas sobre os métodos empregados pela Polícia Federal na operação.
A carta de oito páginas, protocolada em 19 de junho após a decisão da 2ª Turma do STF manter sua custódia, revela um esforço desesperado para apresentar uma nova perspectiva à Justiça. Vorcaro utiliza argumentos religiosos, buscando apelar para o senso moral e espiritualidade de Mendonça – descrevendo-se como “parte do Reino de Deus”. Ele nega veementemente qualquer envolvimento com atividades criminosas ou organizações mafiosas, afirmando ser um “trabalhador honesto” com mais de 43 anos de carreira.
O documento também aborda a relação controversa entre Vorcaro e Luiz Phillipi Mourão, o “Sicário”, admitindo conhecer este último através do genro. Segundo ele próprio, essa proximidade se deu em negócios lícitos no setor imobiliário, realizados especificamente nos estados do Rio de Janeiro e Minas Gerais – operações que Vorcaro sustenta como provas irrefutáveis da sua inocência. Como apurou a Revista Oeste, o empresário argumenta que as investigações são baseadas em “mentiras absolutas”, buscando minar os fundamentos legais utilizados pela Polícia Federal para justificar sua prisão.
A defesa de Henrique Vorcaro se soma ao contexto do caso envolvendo Daniel Vorcaro, atualmente detido no 19º Batalhão da PM na capital federal – uma medida que reacende debates sobre a atuação das forças policiais e o uso excessivo de prisões preventivas em investigações complexas. A carta final reforça a tese de que o empresário é vítima de perseguição política, buscando evidenciar fragilidades no processo investigatório conduzido pela PF.









