A 30ª edição da Parada do Orgulho LGBT que desfileou pela Avenida Paulista gerou forte reação conservadora devido à sua programação ideológica e ao envolvimento de menores no evento. A controvérsia central reside na promoção aberta das reivindicações em torno da existência de crianças transgênero, um tema que provocou indignação entre parlamentares como o deputado estadual Paulo Mansur (PL-SP).
Segundo a Revista Oeste, Mansur expressou sua preocupação com a exposição de menores a conteúdos considerados inadequados para sua idade durante esses eventos. O representante do PL defendeu projetos legislativos na Assembleia Legislativa de SãoPaulo que visam restringir a participação infantil em paradas LGBT e impedir o uso financeiro público em manifestações com conteúdo sexual explícito, argumentando tratar-se de uma questão central da proteção à infância e não discriminação contra adultos. “Eu não sou contra gay”, declarou ele publicamente nas redes sociais, complementando: “É proteção da infância”.
Críticas à parada se estenderam além do tema das crianças, com o perfil Brasil Conservador na plataforma X denunciando a presença de mensagens direcionadas ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e reivindicações contra políticas governamentais como a escala 6×1 e críticas ao governador Tarcísio Freitas. O vereador Rubinho Nunes (União Brasil), por sua vez, caracterizou o evento como um “puxadinho ideológico” da esquerda devido à exibição de faixas com apoio ao presidente Lula da Silva e representações artísticas que demonizavam conservadores, reforçando a percepção de inadequação do local para menores.
A utilização da parada como plataforma para manifestos políticos também foi amplamente criticada pelo vereador Adrilles Jorge (União Brasil), quem acusou os organizadores e participantes de instrumentalizar o combate ao preconceito com fins meramente partidários, denunciando que a Parada se desviara do seu propósito original, tornando-se um espaço para a militância ideológica. A deputada federal Erika Hilton (Psol-SP) defendeu incansavelmente a permanência da parada como uma manifestação em defesa dos direitos LGBT e contra qualquer tentativa de silenciamento ou restrição à sua expressão pública, reiterando que tais esforços são fadados ao fracasso.









