A ascensão conservadora na América Latina demonstra um claro descontentamento com as políticas progressistas que dominaram a região nas últimas duas décadas e se traduziu no resultado eleitoral colombiano, onde Abelardo de la Espriella conquistou uma vitória significativa contra o projeto do novo presidente Gustavo Petro. O triunfo representa um duro golpe para os ideais da “onda rosa”, movimento responsável por levar governos esquerdistas ao poder em diversos países sul-americanos nos anos 2000 – liderados por figuras como Chávez, Lula e Kirchner –, evidenciando uma mudança de rumo no continente.
De acordo com a Revista Oeste, essa tendência se intensifica com a recente vitória de Keiko Fujimori no Peru, consolidando o alinhamento de diversos governos na América do Sul à direita e ao conservadorismo. Essa nova configuração política altera drasticamente o equilíbrio geográfico da região, diminuindo a influência dos partidos progressistas em países estratégicos como Colômbia, Chile, Argentina e Paraguai – onde antes governavam representantes de esquerda. A dinâmica atual demonstra um claro afastamento das políticas implementadas por governos que buscavam uma agenda social mais intervencionista com foco na redistribuição de renda e no combate às desigualdades sociais.
O cenário político latino-americano acompanha o desgaste generalizado dos projetos progressistas, também visível nos Estados Unidos – onde a eleição de Donald Trump sinaliza um retorno ao conservadorismo –, e refletido nas pesquisas negativas que assolam governos como os do México com Andrés Manuel López Obrador e Claudia Sheinbaum. No Brasil, Lula enfrenta uma crescente desaprovação popular decorrente da crise econômica, inflação elevada e aumento preocupante dos índices de criminalidade urbana – fatores que demonstram um ambiente político menos favorável ao governo petista em comparação aos anos iniciais do seu mandato.
A derrota eleitoral na Colômbia representa um revés significativo para o movimento conhecido como “onda rosa”, com a perda da oportunidade histórica representada pela chegada de Gustavo Petro à presidência, evento que havia sido celebrado por apoiadores como marco histórico da esquerda no país. Segundo apurou a Revista Oeste em sua edição 327, esse resultado serve como alerta sobre as fragilidades inerentes aos projetos progressistas e demonstra uma demanda crescente por políticas mais pragmáticas e focadas na estabilidade econômica – um fator fundamental para o bem-estar social dos cidadãos latinoamericanos.









