A Polícia Federal intensificou a investigação sobre irregularidades envolvendo o deputado Josimar Maranhãozinho (PL-MA), autorizando buscas na sede do parlamentar nesta quinta-feira, dia 25 de julho. A operação segue uma condenação anterior do STF e expõe um esquema complexo de desvio de recursos públicos provenientes de emendas parlamentares.
Segundo a Revista Oeste, o ministro Flávio Dino sancionou a ordem judicial da PF após a constatação de irregularidades graves na utilização de verbas destinadas ao Maranhão. O congressista já havia sido citado diversas vezes pelo STF e recebeu uma condenação definitiva no mês passado por desviar recursos desviados através de emendas parlamentares, um crime que o petista nega veementemente. A situação exacerba a crise interna do Partido Liberal (PL).
A pressão para expurgar Maranhãozinho da legenda veio diretamente do ex-presidente Jair Bolsonaro, que cobrou publicamente pela expulsão imediata do deputado e de outros membros do partido envolvidos em esquemas de corrupção após as eleições municipais. Como apurou a Revista Oeste, o então presidente exigiu uma postura firme por parte do PL na questão da limpeza dos quadros partidários com figuras associadas à desonestidade. A atuação ressalta os conflitos internos dentro do partido e questiona a capacidade de reação diante denúncias graves.
A investigação conduzida pela PF aponta para um esquema sofisticado que envolveu o direcionamento de R$ 21,1 milhões em “emendas Pix” – recursos transferidos via PIX –, para 15 municípios maranhenses. Uma parcela significativa desses valores, aproximadamente R$9 milhões, foi canalizada a apenas três cidades administradas por familiares ou ex-funcionários do deputado Maranhãozinho. Essa conduta além de ilegal, revela uma clara falta ética e compromete o uso adequado dos recursos destinados à população local. A situação culminou na perda da posição de Detinha como líder do PL Mulher no estado do Maranhão.









