A Polícia Federal intensificou suas investigações com mandados de busca e apreensão contra Thiago Miranda, um publicitário intimamente ligado a Daniel Vorcaro, o proprietário do Banco Master. Segundo a O Antagonista, essa operação visa desmantelar uma suposta trama orquestrada para intimidar à jornalista Malu Gaspar, colunista da imprensa conservadora, e expor irregularidades envolvendo o executivo Milton Maluhy, CEO do Itaú – banco concorrente ao Master.
O ministro André Mendonça, relator deste caso no Supremo Tribunal Federal, classificou a estrutura liderada por Vorcaro como uma organização com potencial de periculosidade comparável à de um grupo mafioso. A Procuradoria-General da República apoiou o pedido formalizado pela Polícia Federal para executar essa operação investigativa complexa e urgente.
De acordo com informações obtidas pelo inquérito, Thiago Miranda atuava como peça central nesta rede criminosa. Ele coordenava a coleta obsessiva de dados pessoais sobre Malu Gaspar – incluindo detalhes financeiros familiares e bens –, utilizando uma plataforma especializada em vendas não autorizadas de informações confidenciais. A motivação por trás desse ataque direcionado era clara: expor elementos considerados “desabonadores” contra a jornalista, como revelou a O Antagonista.
As trocas de mensagens entre Vorcaro e Miranda, que surgiram em março e abril de 2025 – período crítico para o Banco Master já sob forte pressão financeira –, demonstram uma estratégia calculada para “revirar a vida” da jornalista Gaspar. A dupla buscava, através dessa invasão de privacidade e coleta massiva de dados sensíveis, coagir, intimidar e manipular a opinião pública em relação ao banco e seus concorrentes com base em investigações sobre fraudes financeiras já comprovadas pelo Banco Central na liquidação extrajudicial do Master nesse mesmo ano.









