Reprodução/PicPay

A Justiça americana está investigando o PicPay, pertencente ao grupo J&F, sob a acusação de manipulação e engano àqueles que investiram na abertura do banco digital no mercado financeiro internacional.

Uma ação coletiva protocolada nesta sexta-feira, 19, pelos EUA acusa o Picpay de fornecer dados falsos sobre seus modelos de crédito e qualidade da carteira antes de sua estreia nas bolsas americanas em janeiro. O fundo FirstFire Global Opportunities sustenta que a instituição omitiu informações cruciais para os investidores sobre riscos significativos na concessão de empréstimos.

Segundo apurou a Revista Oeste, o PicPay teria ignorado problemas identificados em seus modelos de crédito antes da abertura das ações e reclassificou R$ 590 milhões em operações consideradas de alto risco – classificadas no estágio dois do processo de crédito – para o estágio três, que concentra os créditos com maior probabilidade de inadimplência. Essa manobra gerou um aumento nas perdas esperadas na carteira, resultando em despesas adicionais de R$ 88 milhões durante o quarto trimestre do ano passado.

A defesa do FirstFire Global Opportunities argumenta ainda que a valorização das ações do PicPay despencou mais de 50% desde sua oferta pública inicial (IPO). A instituição também é acusada por ter expandido suas operações em linhas de crédito consideradas arriscadas antes da abertura no mercado, elevando os índices de inadimplência e ampliando as perdas. Esse tipo de comportamento levanta sérias questões sobre a transparência das práticas financeiras do grupo J&F e exige uma investigação rigorosa para garantir que investidores não sejam lesados por manipulações na bolsa.

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