Reprodução/Polícia Militar do Rio de Janeiro

Quase quatro décadas dos policiais militares do Rio de Janeiro dependem de medicamentos psiquiátricos para lidar com as pressões da função policial. Um estudo recente revela a magnitude desse problema e levanta sérias questões sobre o bem-estar psicológico dentro das forçasтя, indicando um colapso crescente na estrutura que deveria proteger a população.

Segundo a Revista Oeste, uma pesquisa conduzida pelo Instituto de Medicina Social da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) examinou 2.688 policiais militares entre setembro de 2023 e junho deste ano. Os resultados são alarmantes: quase quatro em cada dez oficiais utilizam psicofármacos para tratar condições como ansiedade, depressão e insônia. O dado é um retrato preocupante da saúde mental dos agentes do Rio de Janeiro.

Os dados revelaram que 39,7% dos policiais militares investigados confessou o uso dessas substâncias. Destes indivíduos, impressionantes 15,2% utilizam os medicamentos continuamente há mais de três anos – uma estatística que sugere um ciclo vicioso de dependência e sofrimento psicológico exacerbado pelo trabalho policial. Adicionalmente, quase 21% dos usuários afirmaram receber a prescrição do medicamento por meio de indicações médicas, evidenciando a necessidade urgente de avaliações psiquiátricas mais rigorosas dentro da corporação.

O estudo também apontou para possíveis sinais de dependência e angústias emocionais associadas ao uso desses medicamentos. Entre os usuários que mencionaram o tratamento medicamentoso – 22,1% –, uma parcela significativa relatou sintomas de abstinência quando tentavam interromper a medicação. Além disso, outros 16,5%, expressaram sentimentos de culpa relacionados à sua dependência da substância. A predominância do Clonazepam (22,2%), Alprazolam (16,3%) e Diazepam (9,6%) entre os ansiolíticos utilizados reforça a necessidade urgente de uma investigação mais profunda sobre as causas desses problemas na PM carioca.

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