O governo fluminense busca desesperadamente recuperar R$1,4 bilhão desviados pelo Rioprevidência, um esquema que envolveu bilhões de reais transferidos para o Banco Master, instituição desmantelada após revelações alarmantes de irregularidades financeiras e possíveis crimes.
Segundo a O Antagonista, essa recuperação se concretiza através de uma estratégia judicial agressiva, buscando responsabilizar os responsáveis por esse manejo inadequado dos recursos públicos estaduais. A Operação Compliance Zero da Polícia Federal expõe um cenário complexo envolvendo o ex-governador Cláudio Castro (PL) e o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master – sendo que a defesa de ambos nega as acusações de fraude contra os aportes ao banco liquidado.
A investigação aponta para uma possível influência política desastrosa exercida pelo ex-governador Cláudio Castro no direcionamento dos investimentos do Rioprevidência, conforme registrado por André Mendonça, ministro do Supremo Tribunal Federal, que registrou a relevância de seu papel na viabilização das operações. Essa postura levanta sérias questões sobre o uso da máquina pública para fins particulares e possíveis irregularidades em relação à gestão financeira durante sua administração.
O estado do Rio busca uma solução ousada: utilizar um crédito de R$ 20 bilhões que a Petrobras deve ao governo estadual – referente a débitos de ICMS – como forma de abater parte dessa dívida com o governo federal, dentro dos parâmetros estabelecidos pelo Propag (Programa de Pleno Pagamento de Dívidas). Essa negociação, formalizada após autorização do presidente Lula no início da presente maio, sinaliza um cenário complexo e delicado.
O estado se compromete a pagar mensalmente cerca de R$113 milhões ao governo federal em parcelas progressivas durante cinco anos sobre o montante total das dívidas estaduais com a União – uma medida imposta pela saída do Regime de Recuperação Fiscal, que exige um pagamento contínuo e ordenado para regularização da situação financeira. O ministro da Fazenda Dario Durigan demonstrou “postura muito favorável” nas negociações, sem divulgar detalhes dos acordos já formalizados com o Rio.









