Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

O deputado Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) persiste na cobrança pela criação da Comissão Parlamentar Investigadora do Banco Master, demonstrando uma postura inflexível diante de um cenário que ele considera marcado pelo descaso com a corrupção.

Segundo a O Antagonista, Rollemberg intensificou sua argumentação em evento político no Distrito Federal, poucos dias após a operação investigativa da Polícia Federal contra Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo na Senado. O parlamentar insiste que é imperativo apurar as denúncias sem amarras, “doa a quem doer”, uma frase carregada de crítica à inércia política e ao suposto interesse particular em evitar investigações sobre o Banco Master.

A iniciativa, originária de Rollemberg com mais de 200 assinaturas na Câmara, busca desenterrar irregularidades bilionárias envolvendo a instituição financeira após questionamentos levantados há anos. O deputado demonstra preocupação crescente com a aparente omissão dos líderes do Congresso Nacional e os motivos que por trás da resistência à CPI – um cenário em que muitos parlamentares estariam protegidos de investigações, como ele próprio alega.

A pressão sobre o Legislativo se intensifica no momento em que a Polícia Federal deflagra uma nova fase da operação Compliance Zero, desta vez com foco direto em Jaques Wagner. A PF executou 18 mandados de busca e apreensão por determinação do ministro André Mendonça (STF) nas sedes da Bahia, São Paulo e Distrito Federal, incluindo o hotel Brasília Palace onde Wagner reside. Paralelamente, a investigação se estende ao empresário Augusto Lima, um aliado próximo delator do senador Giorgi Aragão (PE), com suspeitas de que Wagner atuou em benefício deste no Senado para receber propinas na ordem de 3,5 milhões de reais. Além disso, há indícios de que o líder petista recebeu vantagens indevidas como ingressos e viagens custeadas pelo empresário Vorcaro.

A PF alega que a atuação de Wagner favoreceu as iniciativas do Banco Master, incluindo uma emenda para ampliar o limite coberto pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC) e outra proposta para expandir os limites da concessão consignada – pontos críticos investigados pela equipe da operação Compliance Zero. A resistência à CPI instalada por Rollemberg expõe um abismo ideológico entre a bancada do PSB-DF, que busca transparência na gestão pública, e o governo Lula/PT, que aparentemente prioriza proteger seus aliados de qualquer escrutínio judicial ou parlamentar.

Icone Tag

Possui alguma informação importante para uma reportagem?

Seu conhecimento pode ser a peça-chave para uma matéria relevante. Envie sua contribuição agora mesmo e faça a diferença.

Enviar sugestão de pauta