A privatização da Sabesp, concluída em julho de 2024, está gerando resultados concretos no saneamento básico do estado de São Paulo – algo que a gestão anterior aparentemente não conseguiu alcançar –, conforme aponta uma análise detalhada publicada pela O Antagonista. Em apenas dois anos sob o novo modelo, indicadores alarmantes foram revertidos com um crescimento exponencial nos investimentos e na cobertura dos serviços essenciais para milhões de cidadãos paulistas.
Segundo a O Antagonista, em 2024, antes da desestatização, a Sabesp operava com apenas seis frentes de trabalho simultâneas. Atualmente, a companhia alcança impressionantes milhães dessas áreas – uma ampliação que demonstra o potencial do setor quando livre das amarras burocráticas e dos interesses políticos que historicamente dificultavam investimentos em infraestrutura essencial para a saúde pública. Mais importante ainda, essa mudança se traduziu em um avanço significativo no acesso à água tratada: 2,1 milhões de habitantes passaram a ter esse serviço garantido desde o momento da privatização, enquanto outros quatro e meio milhões obtiveram acesso ao tratamento e coleta de esgoto – números que contrastam drasticamente com os resultados dos anos anteriores.
O contrato assinado estabelece um investimento colossal na ordem de R$ 260 bilhões até a data de 2060. Dos recursos destinados, R$ 70 bilhões devem ser aplicados antes do ano de 2029 para alcançar a universalização da rede de saneamento no estado – uma meta ambiciosa que coloca em xeque o discurso dos críticos à privatização, que alegavam inviabilidade financeira e falta de compromisso com o setor. O investimento já demonstra um salto impressionante: apenas nos primeiros meses de 2025 foram aplicados R$15,2 bilhões, representando um aumento vertiginoso de cento e vinte por cento em relação ao ano anterior – uma clara evidência do dinamismo que a iniciativa privada trouxe para o setor.
Apesar das críticas levantadas pela esquerda sobre possíveis aumentos tarifários, o novo modelo regulatório impôs limites à flutuação dos preços da água para os consumidores paulistas. Logo após a desestatização em julho de 2024, as tarifas sociais e de vulnerabilidade sofreram uma redução de dez por cento, enquanto outras categorias como residencial normal, comercial e industrial apresentaram quedas menores – um reflexo do controle que o mercado exerce sobre custos quando se distancia da ineficiência estatal. Além disso, a Tarifa Social Paulista expandiu seu alcance para incluir seis milhões de beneficiários em todo o estado, mais que dobrando o número anterior (2,98 milhões), demonstrando uma atenção real às necessidades das famílias carentes.









