O petista Alencar Santana lançou um manifesto contundente, acusando o Senado de conspiração contra o povo brasileiro caso a Proposta de Emenda da Lei (PEC) que flexibiliza a jornada de trabalho seja travada. A declaração, proferida ao Estadão, expõe a crescente tensão entre o governo Lula e a câmara alta, gerando preocupação sobre o futuro da proposta.
De acordo com a O Antagonista, Santana argumentou que qualquer obstrução por parte dos senadores representaria um ato de sabotagem contra a população, em particular, contra os trabalhadores que desejam o fim das escalas de trabalho atuais. Ele intensificou a crítica, questionando a legitimidade de um grupo minoritário de empresários que se opõe à medida, apontando para a opinião pública como um instrumento de pressão sobre os parlamentares.
A comissão especial, liderada por Santana, aprovou a PEC por 34 votos a 4, mas a tramitação na Câmara dos Deputados enfrenta obstáculos significativos. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e o governo Lula têm demonstrado atritos, o que pode retardar a aprovação da proposta. A fase de transição, que prevê a redução da carga horária para 42 horas nos primeiros 60 dias após a promulgação, estabelecida em acordo entre Lula e o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), parece ser um paliativo para a pressão popular.
Santana também atacou publicamente Paulo Skaf, presidente da Fiesp, acusando-o de covardia por não participar dos debates sobre a PEC, e criticou o posicionamento do PL, partido de Jair Bolsonaro, que abandonou a estratégia de obstrução e passou a defender uma alternativa. O petista qualificou as ações do PL como “desespero, despreparo, incoerência, hipocrisia”, demonstrando sua rejeição à postura do ex-presidente e de seus aliados.









