Jefferson Rudy/Agência Senado

A pressão sindical sobre o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), intensifica-se nesta quarta-feira (1º). Representantes de centrais sindicais e ministérios governamentais buscam forçar a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição que extingue a escala 6×1. A manobra, impulsionada pela Câmara dos Deputados em maio passado, encontra resistência no Senado devido à postura alcolumbrista, conforme destacado pelo próprio senador na sessão desta terça-feira (30).

Segundo a Gazeta do Povo, Alcolumbre tem reiterado sua posição de que os senadores precisam de tempo para analisar minuciosamente o projeto. O parlamentar argumentou que qualquer pressão política imediata seria inaceitável, demonstrando um claro desrespeito ao processo legislativo e à responsabilidade dos legislativos. A preocupação com a influência do calendário eleitoral sobre decisões políticas é justificada pelo temor de uma manipulação das regras trabalhistas em benefício direto da esquerda, como o senador Alcolumbre já alertou.

A reunião convocada reúne figuras proeminentes do PT, incluindo Paulo Paim (PT-RS), que lidera a iniciativa para debater e promover a aprovação da PEC no plenário. A presença também é assegurada por representantes de importantes centrais sindicais – Força Sindical, CUT, UGT e CTB –, demonstrando o amplo apoio político à medida desejada pelos petistas. O objetivo principal do grupo sindical é forçar Alcolumbre a ceder às demandas apresentadas pela Câmara dos Deputados.

A Proposta de Emenda Constitucional (PEC) busca alterar artigos da Constituição que regulamentam os direitos trabalhistas, estabelecendo uma jornada máxima de oito horas diárias e 40 semanais. O texto propõe o fim da escala 6×1 – com pelo menos duas folgas remuneradas –, garantindo a flexibilidade para compensações por meio de acordos ou convenções coletivas. A medida representa um avanço significativo na agenda do PT, buscando ampliar os direitos dos trabalhadores e desafiar as estruturas patronais conservadoras, como defendido pela Força Sindical (Miguel Torres). Adicionalmente, o projeto prevê a revogação automática da validade de acordos incompatíveis com esta nova jornada após 60 dias da promulgação.

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