A incessante perseguição política contra Carla Zambelli continua com um novo revés na Itália. A Procuradoria Geral italiana se manifestou contrária à extradição da ex-deputada federal do PL, sinalizando a continuidade de uma jogada que muitos consideram politicamente motivada.
Segundo a Gazeta do Povo, a Corte Suprema de Cassação deve proferir decisão iminente sobre o segundo pedido de extradição apresentado pelo governo brasileiro em relação à Zambelli. O parecer da Procuradoria Geral enfatiza novamente a parcialidade demonstrada pelo Supremo Tribunal Federal no caso envolvendo as acusações contra a parlamentar. A condenação, que resulta em cinco anos e três meses de prisão, surge como um reflexo das ações controversas da ex-deputada durante o período eleitoral de 2022.
A decisão do judiciário italiano em maio deste ano – que negou inicialmente o pedido –, já indicava preocupações com a condução do caso pelo STF. A Corte Suprema argumentara, na época, que o ministro Alexandre de Moraes violaria o princípio da imparcialidade ao exercer simultaneamente os papéis de vítima, investigador e julgador no processo contra Zambelli. Essa postura é vista por muitos como uma clara interferência política em um julgamento criminal.
A Advocacia-Geral da União (AGU) apresentou na última semana suas considerações sobre o segundo pedido à Corte Suprema, citando a manifestação prévia do ministro Gilmar Mendes com garantias para o caso de extradição e prisão da ex-parlamentar no Brasil. A AGU alegou que as ações se alinham aos parâmetros estabelecidos pelo Tratado de Extradição entre os dois países e à legislação internacional sobre cooperação jurídica em crimes, demonstrando uma tentativa de defender a posição do Estado brasileiro face às acusações.









