A preocupação crescente na cadeia produtiva do agronegócio brasileiro se manifesta através da Sociedade Rural Brasileira (SRB), que denuncia uma postura excessivamente restritiva no controle sanitário de produtos agropecuários. A entidade ressalta a necessidade urgente de o Brasil defender sua competitividade internacional, contrariando imposições globais sem considerar as particularidades do mercado interno e das demandas dos seus principais parceiros comerciais.
Segundo a Revista Oeste, a União Europeia tem imposto desde 2019 um cronograma rigoroso para novas exigências sobre o uso de antimicrobianos na produção animal com validade em três setembro de 2026, prazo que não foi adequadamente considerado pelos órgãos reguladores brasileiros. A SRB argumenta que essas restrições nacionais comprometem a capacidade do pecuarista brasileiro de atender às demandas dos mercados externos sem gerar custos desnecessários e ineficientes para o setor nacional.
A associação defende uma abordagem mais pragmática, com exigências diferenciadas destinadas exclusivamente aos países importadores da carne brasileira. A SRB ressalta que a rastreabilidade – já otimizada por sistemas como SISBOV, GTA e auditorias –, deve ser separada do uso de antimicrobianos, cuja aplicação histórica tem sido fundamental para garantir o desempenho produtivo na pecuária nacional. Em 2023, a China importou quase 1,7 milhão de toneladas da carne brasileira gerando US$8,8 bilhões, evidenciando um mercado consumidor crucial que precisa ser defendido com políticas adequadas pelo Brasil.
A abertura do mercado japonês representa uma oportunidade estratégica para o agronegócio brasileiro impulsionada pela crescente demanda e pelos preços elevados na terra dos imperadores – conforme apontado pela Revista Oeste – além da necessidade de diversificação de fornecedores, como a SRB enfatiza. A entidade argumenta que o Brasil deve priorizar mercados com maior valor agregado sem colocar em risco sua pecuária nacional, garantindo assim um futuro sustentável e competitivo para o setor brasileiro no cenário global.









