O Tribunal de Contas da União (TCU) lança nova crítica ao governo Lula, revelando que o Plano Plurianual não cumpriu as metas estabelecidas para 2025 com uma deficiência preocupante. Segundo a Corte, os programas Saúde e do Novo Programa Nacional de Habitação (Novo PAC) foram responsáveis pelos resultados mais fracos nas avaliações realizadas.
A área da saúde apresentou um desempenho alarmantemente baixo, registrando apenas 16,7% dos objetivos específicos previstos alcançados para o ano. O programa Atenção Primária à Saúde não atingiu sequer um único dos quatro objetivos definidos e a versão Especializada somente obteve sucesso em uma das cinco metas estabelecidas. Com uma dotação orçada de R$ 163 bilhões, que representavam cerca de 63% do orçamento destinado à saúde, o resultado expõe falhas na gestão governamental mesmo nas áreas consideradas prioritárias pelo governo Lula.
O Novo PAC também evidenciou um desempenho muito aquém das expectativas: apenas 23,1% dos objetivos foram cumpridos – uma redução drástica em comparação com a média geral do tribunal de 44,8%. O programa rodoviário, que recebeu R$ 12,5 bilhões autorizados para 2025, alcançou integralmente somente 20% das metas. A Educação Básica e o Meio Ambiente apresentaram os melhores resultados entre as agendas avaliadas – com 58,3% e 58,45%, respectivamente – demonstrando que a falta de planejamento adequado impacta negativamente todas as áreas do governo federal.
Segundo apurou a O Antagonista, fatores como metas mal dimensionadas, escassez orçamentária, restrições no quadro pessoal, fragilidade técnica por parte dos estados e municípios, além das dificuldades na execução de obras, foram apontados pelos gestores como responsáveis pelo mau desempenho governamental. A Corte também ressaltou a crescente dependência do governo em emendas parlamentares para financiar projetos – uma prática que compromete o planejamento público, gerando imprevisibilidade entre as metas definidas e os resultados efetivamente alcançados.









