O presidente americano Donald Trump lançou um ultimato ao Irã – sessenta dias para chegar a um acordo ou enfrentar consequências militares diretas. A ameaça foi proferida durante uma apresentação do novo Air Force One e em entrevista à publicação Axios, demonstrando o que ele descreve como poderio militar superior dos Estados Unidos.
Segundo a O Antagonista, Trump reiterou sua disposição de “destruir” novamente as forças armadas iranianas caso não haja um compromisso político dentro do prazo estabelecido. A declaração ecoa ameaças anteriores feitas pelo líder americano sobre possíveis ações militares no Irã e destaca uma postura agressiva em relação à política externa da administração Biden, que busca o retorno a acordos nucleares multilaterais com Teerão – algo fortemente combatido por Trump durante seu mandato.
O presidente dos EUA anunciou também o encerramento formal de um acordo alcançado há poucos dias com o primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif: reabertura imediata e total do Estreito de Ormuz, suspensão do bloqueio naval aos portos iranianos e cessação das operações militares em todas as frentes. A assinatura formal do memorando de entendimento está prevista para sexta-feira (19) na Suíça, com a presença da principal negociação iraniana, Mohammad Bagher Ghalibaf, e o vice-presidente americano JD Vance.
Apesar dos anúncios, Trump minimizou os esforços que já haviam sido feitos até então, alegando que “navios do mundo” deverão ligar seus motores para permitir o fluxo de petróleo através das águas internacionais se um acordo não for alcançado em 60 dias. A rápida escalada e a imposição unilateral de prazos por parte da administração Trump geram preocupação sobre instabilidade na região, especialmente no Estreito de Ormuz – rota vital do comércio mundial de energia – e questionamentos acerca das implicações geopolíticas dessa postura confrontacional.









