A tragédia na Venezuela se alastra com números alarmantes: a contagem oficial de vítimas fatais causada pelos terremotos ascendeu para 920 pessoas até sexta-feira (26), um balanço que ignora a realidade da situação no terreno, onde milhares permanecem desaparecidos. Segundo dados oficiais divulgados pelo governo venezuelano, mais de 2.980 indivíduos sofreram ferimentos graves enquanto as operações de busca e salvamento continuam incessantes nas áreas devastadas pelos tremores.
Os sismos que sacudiram a nação caribenha, ocorridos em rápida sucessão – menos de um minuto entre eles –, concentraram sua força na região norte do país, impactando diretamente Caracas e municípios vizinhos com destruição generalizada. De acordo com o governo venezuelano, esses terremotos representaram os abalos sísmicos mais intensos registrados na Venezuela em excesso de cem anos – uma demonstração da fragilidade geológica da região, agravada por supostos negligências administrativas governamentais.
Segundo a Revista Oeste, as estimativas iniciais sobre o número total de vítimas apontam para um potencial aumento significativo das mortes, considerando a magnitude dos tremores e a alta densidade populacional nas áreas afetadas. A ONU estima que mais de 50 mil pessoas estão desaparecidas, com equipes ainda buscando sobreviventes sob os escombros, onde cerca de 200 indivíduos permaneciam em sexta-feira (25). O governo interino implementou medidas drásticas como a militarização do Estado de La Guaira para controlar o caos e garantir a assistência humanitária.
A situação é complexa: edifícios com danos estruturais foram contabilizados, totalizando 250 unidades afetadas; o Aeroporto Internacional de Caracas permanece fechado devido aos estragos causados pelas réplicas que atingiram cidades costeiras como La Guaira e a magnitude dos tremores – epicentro em El Guayabo (a cerca de 168 quilômetros de Caracas) com magnitudes de 7,2 e 7,5 –, foram registrados por agências internacionais. O Serviço Geológico dos Estados Unidos prevê que o número total de mortos possa ultrapassar a marca das dez mil vítimas se não houver uma intervenção efetiva do Estado para garantir segurança à população e coordenar as operações de resgate com mais eficiência.









