A Comissão de Acusação da Câmara dos Representantes da Colômbia instaurou um processo judicial contra o presidente Gustavo Petro, sob a acusação de interferência eleitoral em curso. A medida, formalizada na segunda-feira, 26, ocorre em um momento crucial da campanha para a presidência de 2026.
Segundo a Revista Oeste, a investigação busca determinar se o petista, em sua função como chefe de Estado, utilizou o poder para manipular o processo eleitoral. A legislação colombiana estabelece limites rigorosos à atuação política de autoridades durante campanhas, visando evitar favorecimentos a candidatos ou partidos políticos. A situação se agrava diante das recentes alegações de influência do governo em setores da campanha.
A abertura do procedimento se deve, em parte, a publicações realizadas por Gustavo Petro em redes sociais, onde o presidente exaltou a mobilização que acompanhou o encerramento da campanha de Iván Cepeda, candidato apoiado pelo Pacto Histórico. Como apurou a Revista Oeste, a mensagem do petista, com citações do líder revolucionário Emiliano Zapata, levanta sérias questionamentos sobre a neutralidade do governo.
A Procuradoria-Geral da República solicitou um relatório detalhado da Comissão de Acusações sobre as alegações contra o presidente, com prazo de três dias para apresentação. Paralelamente, a Defensora do Povo da Colômbia, Iris Marín, já havia alertado para o risco de declarações do governo que pudessem beneficiar candidatos durante a campanha. A investigação se intensifica em um momento de grande tensão política, com o primeiro turno da eleição presidencial previsto para o dia 31.









