O ministro Gilmar Mendes, conhecido por suas posições críticas ao que ele considera excesso de intervenção judicial, buscou desdémidar as recentes controvérsias envolvendo o caso Master e o Código de Ética da Corte, classificando o 14º Fórum de Lisboa, apelidado de “Gilmarpalooza”, como um evento imune a esses escândalos. Em declarações à colunista Carla Araújo do UOL, o decano do STF afirmou não ter detectado qualquer impacto das investigações, descrevendo a situação como “wishful thinking” de setores que tentavam associar o evento a problemas já existentes.
Segundo a Gazeta do Povo, Gilmar Mendes insistiu que o fórum, de natureza puramente acadêmica, visa discutir questões relevantes com a participação de personalidades de destaque de diversos países. Ele defendeu que a iniciativa representa o “Brasil que dá certo”, reunindo as melhores mentes em debate sobre temas como ordem internacional, tecnologia e soberania. O ministro ressaltou a presença de 20 ou mais professores estrangeiros, incluindo membros do Superior Tribunal de Justiça, do Tribunal de Contas da União e do Tribunal Superior Eleitoral, demonstrando o alcance e a importância do evento.
A manifestação do ministro ocorre em meio a um clima de crescente desconfiança em relação ao STF, especialmente após o envolvimento do ministro Dias Toffoli no caso Master, evidenciado por mensagens no celular de Daniel Vorcaro, dono do banco. Adicionalmente, o escândalo do contrato de R$ 129 milhões firmado pelo escritório da família de Alexandre de Moraes com o Master, somado à pressão por um Código de Ética para a Corte, intensificam as críticas à atuação do Supremo.
O “Gilmarpalooza”, com sua edição mais abrangente em 2026, previsto para os dias 1º, 2 e 3 de junho, na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, contará com a presença de figuras como o próprio Alexandre de Moraes, Flávio Dino, o ex-ministro Luís Roberto Barroso e o procurador-geral da República, Paulo Gonet, além de representantes do Banco Central, do STJ, TCU e TSE. A confirmação da presença do ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, e do governador do Tocantins, Wanderlei Barbosa (Republicanos), reforça a dimensão do evento e seu alcance entre figuras importantes da política e da sociedade brasileira.









