O procurador Marcelo Rocha Monteiro expôs uma crítica contundente ao Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) e a outras organizações não governamentais que questionam a classificação do Comando Vermelho (CV) e do Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas pelos Estados Unidos. Segundo a Revista Oeste, o procurador argumenta que essas entidades, com suas visões sobre “excesso de prisão” e a necessidade de “repressão não adianta”, se distanciam da realidade enfrentada pelo Brasil no combate ao crime organizado.
O procurador, que também é comentarista do Jornal da Oeste, rejeitou a alegação de que o problema estaria sendo “politizado”, uma crítica frequentemente levantada em relação ao governo Lula. Ele enfatizou que a falta de colaboração do governo com o tema, aliada ao temor de possíveis “capturas”, como o caso do presidente Maduro, comprometem a soberania nacional. “Qual a razão para isso? O presidente Lula tem medo de ser capturado, como aconteceu com Maduro? Não há o que se falar em soberania, pois nesses lugares do Rio de Janeiro, por exemplo, o que existe são as leis e o tribunal do crime”, declarou.
A ação do governo americano, que ocorreu após uma reunião do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) com Donald Trump, JD Vance e Marco Rubio, gerou preocupação no FBSP, que defende o direito soberano dos EUA de classificar os grupos criminosos, mas alerta para possíveis impactos na soberania nacional e na cooperação internacional. Contudo, para o procurador Marcelo Rocha Monteiro, essa preocupação é uma cortina de fumaça, uma vez que o governo Lula demonstra abertamente oposição à medida.
O procurador ressaltou que a classificação dos grupos criminosos como terroristas é uma “punição”, uma “asfixia financeira” para as empresas que fazem negócios com o PCC e o CV, e que o governo brasileiro não tem se mostrado disposto a colaborar com essa ação. A situação, segundo ele, revela uma falta de compromisso com a segurança pública e com a proteção da economia nacional, agravando a insegurança e o poder do crime organizado.









