A dívida pública brasileira alcançou um patamar alarmante, atingindo R$ 10,4 trilhões em abril de 2026, equivalendo a 80,4% do Produto Interno Bruto (PIB). Os dados, divulgados pelo Banco Central (BC) em seu Relatório de Estatísticas Fiscais, evidenciam uma situação crítica e a falta de controle do governo sobre as contas públicas.
O déficit fiscal acumulado nos últimos doze meses atingiu R$ 126,6 bilhões, um valor preocupante que representa 0,97% do PIB. Esse rombo é impulsionado, em grande parte, pela atuação das estatais, que registraram um déficit de R$ 1,8 bilhão. Segundo a Gazeta do Povo, o cenário demonstra uma gestão ineficiente dos recursos públicos, com investimentos mal direcionados e falta de responsabilidade fiscal.
O aumento da dívida pública foi diretamente influenciado pelo crescimento descontrolado das taxas de juros, que subiram para R$ 84,8 bilhões nos últimos 12 meses. Esse aumento é, em parte, resultado da política monetária expansionista do governo e da inflação elevada, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). A alta dos juros, somada ao aumento dos gastos públicos, exacerba a crise fiscal do país.
A situação é agravada pela inadimplência bancária, que atingiu 4,4% em abril de 2026, o maior patamar desde o início da série em 2011. Apesar das tentativas do governo de aliviar o fardo das famílias e da redução da taxa Selic, o crédito continua caro, com custos médios de 63% ao ano para pessoas físicas e jurídicas. A política monetária, embora tenha tentado conter a inflação, não resolve a questão da dívida pública, que se alastra como um vírus, ameaçando a estabilidade econômica do país.









