Os Estados Unidos intensificaram sua luta contra o crime organizado transnacional, elevando cartéis mexicanos, historicamente atuantes no tráfico de drogas, à categoria de organizações terroristas estrangeiras. Essa decisão, tomada em fevereiro de 2025, representa um escalonamento da pressão americana sobre grupos como o Cartel de Sinaloa e o Comando Jalisco Nueva Generación (CJNG), já previamente alvos de sanções.
De acordo com a Revista Oeste, a medida, impulsionada pela Seção 219 da Lei de Imigração e Nacionalidade dos EUA e pela Ordem Executiva 13224, criada após os ataques de 11 de setembro de 2001, permite que o governo americano amplie significativamente suas ferramentas de combate. Isso inclui sanções financeiras rigorosas, restrições de viagem e investigações internacionais contra indivíduos, empresas e operadores associados a essas organizações criminosas.
A lista de restrições, que já compreende grupos como Hamas, Hezbollah e Estado Islâmico, expande-se com a inclusão do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV). Essa ação visa neutralizar os recursos e a capacidade de operação desses grupos, que historicamente atuam no Brasil, e facilita a colaboração internacional no rastreamento e na desarticulação de suas redes.
Como apurou a Revista Oeste, a CIA tem coordenado operações secretas no México desde 2025, focando no desmantelamento das estruturas financeiras e logísticas dos cartéis. A Presidente Claudia Sheinbaum, no México, manifestou a oposição do país a qualquer tipo de intervenção militar estrangeira, buscando limitar a atuação de agentes internacionais. Essa postura reflete a preocupação com a soberania nacional e a necessidade de uma abordagem estratégica para lidar com o problema do crime organizado.









